sábado, 22 de novembro de 2014

Cimento, chupar, fino zelo.

Eu sou o escravo
e sou o mestre
eu sou o frasco
e sou a febre

sou cimento que concreta
meus sorrisos em tuas veias
garoa fina que decreta
meu zelo viajante em tuas teias

Eu nunca clamei ser santo
Urra, solta teu pranto!
Tira esse sapato
Esparrama as pernas, enquanto
Anseio por perder
Meus dedos, em teu fino cabelo
Oleoso, fino e majestoso.

E enquanto ficar
por favor
me deixe chupar
todo mal com fervor
Te chupar por fervor
Te sugar com amor
todo aquele que tenho
e que venho aqui lhe dizer
do fundo
do meu ser.

4 comentários:

  1. Confesso, demorei um pouco para vir ler, mas estou arrepiada. Pensei que seriam poemas sem rimas, falando de tristezas, mas a riqueza de combinações e o tema é tão divergente que estou maravilhada. Certamente tirei mais tempo das minhas "exatas" para dedicar-me aos seus poemas. Moço, o senhor é mesmo destruidor ^-^

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