Chegamos no quarto, número 27. Você estava linda, pra
variar. Seus cabelos negros refletiam no piso branco, seu vestido quase nem
existia mais, de tanta vontade que eu tinha de tira-lo. Minha camisa era da cor
do piso, chegava até a ser patético. Você soltou cada botão com a boca, me
olhando daquele jeito safado, que só você tem, um olhar malicioso, quente, um
sorriso pendendo pro lado direito enquanto você de quatro, ia engatinhando na
cama, em cima de mim, provocando e deixando bem claro que aquela noite seria
inesquecível, e foi.
Você deixou o tomara-que-caia cair, deitou de costas pra mim, me deixando com essa sua bunda esculpida pelos deuses e pediu: “desabotoa meu sutiã, vai”, eu desabotoei, e beijei bem de leve suas costas, de baixo até em cima, lambi seu pescoço e vi sua respiração alterar, ficar mais calma, mais rápida, mais excitante. Você se virou, me virou, sentou em mim e foi rastejando bem devagar, me encarando com esses olhos verdes e penetrantes, e por falar em penetração, chegamos nessa parte. Quando você deitou, abriu as pernas e todo aquele brilho me ocorreu, o brilho da boceta mais linda do mundo, fiquei sem ação, nenhuma reação veio à tona, fiquei atônito. Vi todas as cores daquele quarto monocromático dançarem diante de mim, enquanto você cavalgava. Deus! Como você cavalga bem. Acabamos, gozamos e rimos. Você inventou de usar o pole dance do quarto, arteira do jeito que é. Nua, foi escalando e sorrindo pra mim, um sorriso mais sincero e infantil dessa vez, o olhar também era mais brando. Escalou tanto que não viu o teto do quarto, bateu a cabeça, e por um instinto humano, foi pegar na cabeça, pra ver onde tinha sido. E como uma fruta podre, ou uma gota de chuva ácida, você caiu. Eu comecei a rir, e você a chorar, gritando desesperadamente que tinha quebrado alguma coisa nas costas. Me preocupei, paguei o motel, te deitei no banco de trás do carro, acendi um cigarro e te levei até o hospital. Lá tiraram um raio-x do seu lindo cóccix, não tinha nada, só alguns traumas isolados na região, nada que alguns desses analgésicos populares não resolvam.
Chegamos na sua casa, fomos pro quarto, tirei minha camisa, você seu vestido. Deitei e você estava escolhendo seu pijama. A luz acesa, você nua com alguns pontinhos roxos nas costas, coisa linda.
-Best boyfriend ever, que porra é essa?
-é um pijama que meu ex me deu.
-e por quê você ainda guarda essa merda?
-porquê é confortável, uai. Sem sentimentos.
-vai se foder.
-vai você. Falando nisso, quero que você vá embora, pra ficar com aquela vaca da Isis, que você tanto conversa.
-beleza, tchau, até nunca mais.
Acendi dois cigarros de uma vez, vesti minha roupa e entrei no carro. Nesse dia descobri que o número vinte e sete me dá azar. E que alguém sempre perde.
Você deixou o tomara-que-caia cair, deitou de costas pra mim, me deixando com essa sua bunda esculpida pelos deuses e pediu: “desabotoa meu sutiã, vai”, eu desabotoei, e beijei bem de leve suas costas, de baixo até em cima, lambi seu pescoço e vi sua respiração alterar, ficar mais calma, mais rápida, mais excitante. Você se virou, me virou, sentou em mim e foi rastejando bem devagar, me encarando com esses olhos verdes e penetrantes, e por falar em penetração, chegamos nessa parte. Quando você deitou, abriu as pernas e todo aquele brilho me ocorreu, o brilho da boceta mais linda do mundo, fiquei sem ação, nenhuma reação veio à tona, fiquei atônito. Vi todas as cores daquele quarto monocromático dançarem diante de mim, enquanto você cavalgava. Deus! Como você cavalga bem. Acabamos, gozamos e rimos. Você inventou de usar o pole dance do quarto, arteira do jeito que é. Nua, foi escalando e sorrindo pra mim, um sorriso mais sincero e infantil dessa vez, o olhar também era mais brando. Escalou tanto que não viu o teto do quarto, bateu a cabeça, e por um instinto humano, foi pegar na cabeça, pra ver onde tinha sido. E como uma fruta podre, ou uma gota de chuva ácida, você caiu. Eu comecei a rir, e você a chorar, gritando desesperadamente que tinha quebrado alguma coisa nas costas. Me preocupei, paguei o motel, te deitei no banco de trás do carro, acendi um cigarro e te levei até o hospital. Lá tiraram um raio-x do seu lindo cóccix, não tinha nada, só alguns traumas isolados na região, nada que alguns desses analgésicos populares não resolvam.
Chegamos na sua casa, fomos pro quarto, tirei minha camisa, você seu vestido. Deitei e você estava escolhendo seu pijama. A luz acesa, você nua com alguns pontinhos roxos nas costas, coisa linda.
-Best boyfriend ever, que porra é essa?
-é um pijama que meu ex me deu.
-e por quê você ainda guarda essa merda?
-porquê é confortável, uai. Sem sentimentos.
-vai se foder.
-vai você. Falando nisso, quero que você vá embora, pra ficar com aquela vaca da Isis, que você tanto conversa.
-beleza, tchau, até nunca mais.
Acendi dois cigarros de uma vez, vesti minha roupa e entrei no carro. Nesse dia descobri que o número vinte e sete me dá azar. E que alguém sempre perde.

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