Iremos navegar essa noite?
Ou apenas voaremos?
Pelo espaço, entre os ventos
E ao seu lado, tudo é doce
Até o suposto cigarro amargo
Da fumaça, às vezes escassa
Pois no pulmão, a respiração falta
E na vida, já anda na contramão
Sei, que essa poesia
Nunca te interessaria
Poesia chata, que te dá tédio
Mas para mim, é como um remédio
Para tentar realmente, curar
A falta que sua falta traz
E aqui nunca mais vai estar
Vou continuar sabendo
Que no órgão sempre estará
Mesmo que morrendo
E que um dia morrerá
Mas é só, só mesmo sem você
Que eu vou um dia aprender
Para você, não mais escrever
Continuarei com a vida
Aumentarei a bebida
E até com minhas óbvias rimas
Que são minha morfina
Cessarei, e me deixarei ao esmo
Porquê, para você
Esse foi meu último texto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário