E ele se entreolhou com o amor da sua vida. E sua vida se tornou um breu. Naquele palanque sujo de madeira, ele olhava a multidão enquanto rezava pro vazio que ele acreditava, cuja crença não passava de 35kg de dinamite. Mas para explicar o breu daquele momento em que ele estava prestes a enfrentar a dura via crucis da morte de um homem sem lei, que já não fazia mais parte daqueles cartazes, de recompensa per capita, e já com preço em sua cabeça ele jurava sua vingança, bem, mas isso fica para mais tarde.
Ben era um típico homem pacato de uma cidadezinha pacata dos Estados Unidos no final do século XIX, onde os EUA estavam em expansão para o lado do oceano pacífico, construindo estradas, ferrovias e etc. E Ben era um operário dessas obras, era bem forte, mas só forte mesmo. Burro como só uma porta poderia ser, Ben era explorado por seus chefes e por seus colegas constantemente, fazendo o trabalho como se ele se tornasse três homens, e trabalhasse pelos três. E na hora do almoço, comia o equivalente à meio homem, no máximo. Até que Ben conheceu Olivia, ruiva, dos olhos verdes e branca que nem um palmito. E Ben, com seu corpo robusto de caipira, moreno dos olhos castanhos mais escuros que a própria noite, formava o perfeito contraste de matizes com Olivia. Olivia inteligentíssima, Ben um legítimo asno, Olivia delicada, Ben bruto como um touro, Olivia apática, Ben vivaz, Olivia simpática, Ben sempre muito curto e grosso(talvez porquê quase sempre, nunca tinha nada inteligente a proferir.)
Eles se completavam, a personalidade de um, foi se acoplando no outro, uma mescla esplendorosa de culturas e aprendizados. Ben aprendera a ler, a escrever e a resolver cálculos básicos, e Olivia já não parecia mais aquele coquetel molotov apagado, estava saudável, acesa, pronta pra explodir, e usar sua capacidade com mais vigor. Dez anos se passaram, agora Ben já se sentia mais confiante, e usou sua força e capacidade intelectual que até os seus 19 anos era oculta, enfim que ele se depara com Olivia e gradativamente, vai se mostrando um prodígio em todos os assuntos, mas principalmente em química, onde descobriu muitas coisas sobre explosivos, e se tornou gerente de sua sessão, na sessão de demolição de obstáculos para as ferrovias, e mandava em todos aqueles que um dia se aproveitaram dele, vivia muito bem, o cargo era bem remunerado e ele enfim havia descoberto sua capacidade.
E se iniciou uma fase em sua vida onde toda aquela força e inteligência realmente valiam alguma coisa, ele era reconhecido, tinha sua própria sala, ia nas festas da cidade, tomava banho em rios de whisky, fumava os melhores cigarros, enquanto Olivia se dedicava para seu amado, e sim, ela perdera toda aquela fibra mental! Agora, sua saúde era única e exclusivamente para limpar e organizar a casa, cuidar do marido, comprar comida, fazer a comida, ou seja, ela perdera também sua personalidade, sua originalidade.
Dentro de um intervalo de tempo, relativamente curto ao ínicio das funções de Ben como "oficial de explosivos", exigira dele uma habilidade também com armas de fogo, para eventuais desavenças caminhos afora, e em pouco tempo Ben se tornou o matador oficial da cidade.
Ben já havia esquecido sua mulher, seus amigos, sua família, só sabia beber, matar, comer putas e dormir, apesar de nunca conseguir dormir tranquilo devido aos contantes pesadelos com os fantasmas de seu passado e com o medo de sentir uma bala repentinamente atravessar seu pulmão. E com toda essa guerra de empresas, Ben havia se tornado o soldadinho de chumbo mais efetivo, uma máquina de matar, tanto com explosivos, como também com armas. E um dia Ben, com 35kg de explosivos explodiu um armazém de materiais para construção de uma empresa inimiga, que brigava pela autoria da construção de uma das maiores ferrovias do oeste, haviam mais de quarenta homens descansando lá dentro, e todos foram carbonizados sem dó, e sem aviso nenhum. Apesar de toda a rivalidade de empresas, haviam parentes dos operários de sua empresa, irmãos, primos, tios, pais, enfim, uma grande variedade de laços cortados permanentemente, à força. Então sendo assim, seus subordinados, armaram uma festa pra comemorar a exclusividade na construção, chamaram putas de Paris, compraram whisky caro, enfim, uma verdadeira esbórnia colossal, e foi ai que o fim de Ben teve ínicio.
Já as cinco da manhã do terceiro dia de festa, Ben foi comer uma puta no celeiro da fazenda onde ocorria a festa, e quando chegou lá, completamente embriagado, encontrou a polícia, mas os oficiais mais casca grossa, não esses veadinhos de azul. Era uma tropa especial, que hoje conhecemos como SWAT, apenas três agentes, um com o canivete no pescoço da linda puta, e de repente, um soco acerta em cheio seu maxilar, e ele apaga, breu.
Ben foi condenado a ser enforcado ao meio-dia, horário que toda cidade podia presenciar aquela queda vergonhosa. Com uma bola de ferro presa na corrente, uns trapos o vestindo, como último desejo, pediu um simples cigarro, que o foi negado com veemência, devido a sua exímia capacidade de lidar com explosivos, ficaram com medo que, de alguma maneira ele explodisse tudo ali com o simples cigarro. E então Ben, naquela situação completamente humilhante, lembrou-se de toda sua vida até ali, fechou os olhos e mais uma vez, breu. Abriu os olhos, e se entreolhou com o amor de sua vida, e então, breu de novo. Não sentia remorso, nem medo, não se preocupou com os mortos, não escondeu nada, réu confesso. Com a corda no pescoço, jurou se vingar e voltar do inferno para pegar cada um dos desgraçados que o colocaram ali, e então, no meio de sua via crucis, se lembrou de quando era apenas um menino forte e burro, e pensou:"Ainda sou um menino forte e burro, só que dessa vez em vez de tomar o caminho da estrada ou da ferrovia, eu tomei o caminho da escada e a corda." E então se fez o breu definitivo.
Ben era um típico homem pacato de uma cidadezinha pacata dos Estados Unidos no final do século XIX, onde os EUA estavam em expansão para o lado do oceano pacífico, construindo estradas, ferrovias e etc. E Ben era um operário dessas obras, era bem forte, mas só forte mesmo. Burro como só uma porta poderia ser, Ben era explorado por seus chefes e por seus colegas constantemente, fazendo o trabalho como se ele se tornasse três homens, e trabalhasse pelos três. E na hora do almoço, comia o equivalente à meio homem, no máximo. Até que Ben conheceu Olivia, ruiva, dos olhos verdes e branca que nem um palmito. E Ben, com seu corpo robusto de caipira, moreno dos olhos castanhos mais escuros que a própria noite, formava o perfeito contraste de matizes com Olivia. Olivia inteligentíssima, Ben um legítimo asno, Olivia delicada, Ben bruto como um touro, Olivia apática, Ben vivaz, Olivia simpática, Ben sempre muito curto e grosso(talvez porquê quase sempre, nunca tinha nada inteligente a proferir.)
Eles se completavam, a personalidade de um, foi se acoplando no outro, uma mescla esplendorosa de culturas e aprendizados. Ben aprendera a ler, a escrever e a resolver cálculos básicos, e Olivia já não parecia mais aquele coquetel molotov apagado, estava saudável, acesa, pronta pra explodir, e usar sua capacidade com mais vigor. Dez anos se passaram, agora Ben já se sentia mais confiante, e usou sua força e capacidade intelectual que até os seus 19 anos era oculta, enfim que ele se depara com Olivia e gradativamente, vai se mostrando um prodígio em todos os assuntos, mas principalmente em química, onde descobriu muitas coisas sobre explosivos, e se tornou gerente de sua sessão, na sessão de demolição de obstáculos para as ferrovias, e mandava em todos aqueles que um dia se aproveitaram dele, vivia muito bem, o cargo era bem remunerado e ele enfim havia descoberto sua capacidade.
E se iniciou uma fase em sua vida onde toda aquela força e inteligência realmente valiam alguma coisa, ele era reconhecido, tinha sua própria sala, ia nas festas da cidade, tomava banho em rios de whisky, fumava os melhores cigarros, enquanto Olivia se dedicava para seu amado, e sim, ela perdera toda aquela fibra mental! Agora, sua saúde era única e exclusivamente para limpar e organizar a casa, cuidar do marido, comprar comida, fazer a comida, ou seja, ela perdera também sua personalidade, sua originalidade.
Dentro de um intervalo de tempo, relativamente curto ao ínicio das funções de Ben como "oficial de explosivos", exigira dele uma habilidade também com armas de fogo, para eventuais desavenças caminhos afora, e em pouco tempo Ben se tornou o matador oficial da cidade.
Ben já havia esquecido sua mulher, seus amigos, sua família, só sabia beber, matar, comer putas e dormir, apesar de nunca conseguir dormir tranquilo devido aos contantes pesadelos com os fantasmas de seu passado e com o medo de sentir uma bala repentinamente atravessar seu pulmão. E com toda essa guerra de empresas, Ben havia se tornado o soldadinho de chumbo mais efetivo, uma máquina de matar, tanto com explosivos, como também com armas. E um dia Ben, com 35kg de explosivos explodiu um armazém de materiais para construção de uma empresa inimiga, que brigava pela autoria da construção de uma das maiores ferrovias do oeste, haviam mais de quarenta homens descansando lá dentro, e todos foram carbonizados sem dó, e sem aviso nenhum. Apesar de toda a rivalidade de empresas, haviam parentes dos operários de sua empresa, irmãos, primos, tios, pais, enfim, uma grande variedade de laços cortados permanentemente, à força. Então sendo assim, seus subordinados, armaram uma festa pra comemorar a exclusividade na construção, chamaram putas de Paris, compraram whisky caro, enfim, uma verdadeira esbórnia colossal, e foi ai que o fim de Ben teve ínicio.
Já as cinco da manhã do terceiro dia de festa, Ben foi comer uma puta no celeiro da fazenda onde ocorria a festa, e quando chegou lá, completamente embriagado, encontrou a polícia, mas os oficiais mais casca grossa, não esses veadinhos de azul. Era uma tropa especial, que hoje conhecemos como SWAT, apenas três agentes, um com o canivete no pescoço da linda puta, e de repente, um soco acerta em cheio seu maxilar, e ele apaga, breu.
Ben foi condenado a ser enforcado ao meio-dia, horário que toda cidade podia presenciar aquela queda vergonhosa. Com uma bola de ferro presa na corrente, uns trapos o vestindo, como último desejo, pediu um simples cigarro, que o foi negado com veemência, devido a sua exímia capacidade de lidar com explosivos, ficaram com medo que, de alguma maneira ele explodisse tudo ali com o simples cigarro. E então Ben, naquela situação completamente humilhante, lembrou-se de toda sua vida até ali, fechou os olhos e mais uma vez, breu. Abriu os olhos, e se entreolhou com o amor de sua vida, e então, breu de novo. Não sentia remorso, nem medo, não se preocupou com os mortos, não escondeu nada, réu confesso. Com a corda no pescoço, jurou se vingar e voltar do inferno para pegar cada um dos desgraçados que o colocaram ali, e então, no meio de sua via crucis, se lembrou de quando era apenas um menino forte e burro, e pensou:"Ainda sou um menino forte e burro, só que dessa vez em vez de tomar o caminho da estrada ou da ferrovia, eu tomei o caminho da escada e a corda." E então se fez o breu definitivo.

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