segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Breu.


    E ele se entreolhou com o amor da sua vida. E sua vida se tornou um breu. Naquele palanque sujo de madeira, ele olhava a multidão enquanto rezava pro vazio que ele acreditava, cuja crença não passava de 35kg de dinamite. Mas para explicar o breu daquele momento em que ele estava prestes a enfrentar a dura via crucis da morte de um homem sem lei, que já não fazia mais parte daqueles cartazes, de recompensa per capita, e já com preço em sua cabeça ele jurava sua vingança, bem, mas isso fica para mais tarde.
     Ben era um típico homem pacato de uma cidadezinha pacata dos Estados Unidos no final do século XIX, onde os EUA estavam em expansão para o lado do oceano pacífico, construindo estradas, ferrovias e etc. E Ben era um operário dessas obras, era bem forte, mas só forte mesmo. Burro como só uma porta poderia ser, Ben era explorado por seus chefes e por seus colegas constantemente, fazendo o trabalho como se ele se tornasse três homens, e trabalhasse pelos três. E na hora do almoço, comia o equivalente à meio homem, no máximo. Até que Ben conheceu Olivia, ruiva, dos olhos verdes e branca que nem um palmito. E Ben, com seu corpo robusto de caipira, moreno dos olhos castanhos mais escuros que a própria noite, formava o perfeito contraste de matizes com Olivia. Olivia inteligentíssima, Ben um legítimo asno, Olivia delicada, Ben bruto como um touro, Olivia apática, Ben vivaz, Olivia simpática, Ben sempre muito curto e grosso(talvez porquê quase sempre, nunca tinha nada inteligente a proferir.)
       Eles se completavam, a personalidade de um, foi se acoplando no outro, uma mescla esplendorosa de culturas e aprendizados. Ben aprendera a ler, a escrever e a resolver cálculos básicos, e Olivia já não parecia mais aquele coquetel molotov apagado, estava saudável, acesa, pronta pra explodir, e usar sua capacidade com mais vigor. Dez anos se passaram, agora Ben já se sentia mais confiante, e usou sua força e capacidade intelectual que até os seus 19 anos era oculta, enfim que ele se depara com Olivia e gradativamente, vai se mostrando um prodígio em todos os assuntos, mas principalmente em química, onde descobriu muitas coisas sobre explosivos, e se tornou gerente de sua sessão, na sessão de demolição de obstáculos para as ferrovias, e mandava em todos aqueles que um dia se aproveitaram dele, vivia muito bem, o cargo era bem remunerado e ele enfim havia descoberto sua capacidade.
       E se iniciou uma fase em sua vida onde toda aquela força e inteligência realmente valiam alguma coisa, ele era reconhecido, tinha sua própria sala, ia nas festas da cidade, tomava banho em rios de whisky, fumava os melhores cigarros, enquanto Olivia se dedicava para seu amado, e sim, ela perdera toda aquela fibra mental! Agora, sua saúde era única e exclusivamente para limpar e organizar a casa, cuidar do marido, comprar comida, fazer a comida, ou seja, ela perdera também sua personalidade, sua originalidade.
      Dentro de um intervalo de tempo, relativamente curto ao ínicio das funções de Ben como "oficial de explosivos", exigira dele uma habilidade também com armas de fogo,  para eventuais desavenças caminhos afora, e em pouco tempo Ben se tornou o matador oficial da cidade.
      Ben já havia esquecido sua mulher, seus amigos, sua família, só sabia beber, matar, comer putas e dormir, apesar de nunca conseguir dormir tranquilo devido aos contantes pesadelos com os fantasmas de seu passado e com o medo de sentir uma bala repentinamente atravessar seu pulmão. E com toda essa guerra de empresas, Ben havia se tornado o soldadinho de chumbo mais efetivo, uma máquina de matar, tanto com explosivos, como também com armas. E um dia Ben, com 35kg de explosivos explodiu um armazém de materiais para construção de uma empresa inimiga, que brigava pela autoria da construção de uma das maiores ferrovias do oeste, haviam mais de quarenta homens descansando lá dentro, e todos foram carbonizados sem dó, e sem aviso nenhum. Apesar de toda a rivalidade de empresas, haviam parentes dos operários de sua empresa, irmãos, primos, tios, pais, enfim, uma grande variedade de laços cortados permanentemente, à força. Então sendo assim, seus subordinados, armaram uma festa pra comemorar a exclusividade na construção, chamaram putas de Paris, compraram whisky caro, enfim, uma verdadeira esbórnia colossal, e foi ai que o fim de Ben teve ínicio.
        Já as cinco da manhã do terceiro dia de festa, Ben foi comer uma puta no celeiro da fazenda onde ocorria a festa, e quando chegou lá, completamente embriagado, encontrou a polícia, mas os oficiais mais casca grossa, não esses veadinhos de azul. Era uma tropa especial, que hoje conhecemos como SWAT, apenas três agentes, um com o canivete no pescoço da linda puta, e de repente, um soco acerta em cheio seu maxilar, e ele apaga, breu.
        Ben foi condenado a ser enforcado ao meio-dia, horário que toda cidade podia presenciar aquela queda vergonhosa. Com uma bola de ferro presa na corrente, uns trapos o vestindo, como último desejo, pediu um simples cigarro, que o foi negado com veemência, devido a sua exímia capacidade de lidar com explosivos, ficaram com medo que, de alguma maneira ele explodisse tudo ali com o simples cigarro. E então Ben, naquela situação completamente humilhante, lembrou-se de toda sua vida até ali, fechou os olhos e mais uma vez, breu. Abriu os olhos, e se entreolhou com o amor de sua vida, e então, breu de novo. Não sentia remorso, nem medo, não se preocupou com os mortos, não escondeu nada, réu confesso. Com a corda no pescoço, jurou se vingar e voltar do inferno para pegar cada um dos desgraçados que o colocaram ali, e então, no meio de sua via crucis, se lembrou de quando era apenas um menino forte e burro, e pensou:"Ainda sou um menino forte e burro, só que dessa vez em vez de tomar o caminho da estrada ou da ferrovia, eu tomei o caminho da escada e a corda." E então se fez o breu definitivo.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Abismo da despedida.

Caímos. Foi profundo, diria até doloroso, pois, quanto mais alto maior a queda, nao é assim que dizem?
Eu caí eu um limbo não muito longe da superfície, estava escuro e assustador, confesso. Mas meu caminho derepente foi iluminado por um guia que me dizia exatamente onde pisar, sempre com uma lanterna potente em suas mãos para me dizer onde ir e também o que eu deveria fazer.
Mas o seu caso ja foi um pouco diferente: Você também tentou se agarrar nesse limbo ao qual eu pertencia, porém, te faltou fé infelizmente, e então você caiu, caiu, caiu mais um pouco e se deparou com um lugar, que, se qualquer um olhasse diria ser o inferno. Também era escuro e assustador, só que era quente e existiam vozes sussurrando em seus ouvidos te dizendo pra fazer coisas terríveis, cometer crimes que com nossa lei nunca teria se permitido. Analisando sua situação de um modo enxadrista: Você sempre entrava em xeque, ora pela vida escura e assustadora no "susposto inferno", ora pelos sussurros que tentavam lhe obrigar a ceder aos crimes e tentações dessa terra sem lei, e você sendo pressionada por todos essas ameaças de comerem o seu rei, se rendeu à síndrome de kotov e fez o movimento que arruinaria seu jogo inteiro.
Bem feito pra voçê que nunca se rendeu à minha misantropia, meu jeito estranho de falar, minhas musicas pesadas, Bem feito ! E hoje voce ainda sofre nesse lugar, mas bem pouco pelo fato de já ter se acostumado, enquanto eu ainda ando em meu limbo com meu guia desbravando e descobrindo coisas boas em meio à escuridão.
E tomara que voçê saiba que só há um elevador, que desce pra depois subir, ligando esse "falso inferno" e meu limbo. Graças à Deus que eu tenho medo elevador !

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

No ápice do silêncio


                                                          

     E ali se encontrava John, sentado em seu quarto pensando, e tomando conta de um fato que ele preferiria não ter percebido: Ele estava confuso.
     Mas não era aquela indecisão de escolher se quer com ou sem creme o seu sanduíche; a decisão que tinha que tomar, mexia com duas pessoas, e eram as duas pessoas mais importantes para ele naquele momento, as duas garotas seguravam a vida de  John partida e divida em duas, e John tinha a difícil missão de arrancar a parte das mãos de uma das duas e se entregar completamente à outra.
     Antes do desfecho, deixe-me falar um pouco sobre as duas possuidoras das partes da vida desse pacato garoto: Uma é Sarah, com seus lindos olhos verdes, seu corpo escultural, seu talento para a dramaturgia e dança. Menina difícil, Sarah pareceu sempre amar John mas de repente a história medíocre, rotineira e cronogramada de John se estremeceu e desabou quando ele conheceu Ashley.                                                                                                                                                         
      Ashley, Com seu penetrante olhar de olhos castanhos, sua capacidade de entender John, seu Q.I acima da média, seu corpo rígido, flexível e também escultural, e sua simpatia inconfundível encantaram John quando ele nunca achou que alguém poderia encanta-lo e arrebata-lo de tal maneira.
     Além de Ashley o compreender como ninguém, conseguiu mostrar a John um lado da vida que ele achava que não existia, reviveu um lado dele que ele nem lembrava que possuía.
     Depois de quase um ano de namoro com Sarah, John estava vivendo de novo, não estava só existindo.
     Mas John ainda tinha amor pelos muitos momentos que passou com Sarah, e ele também tinha medo de estar equivocado e deixar pra trás o que poderia ser um próspero e longo relacionamento, por ter sido enganado por uma paixão boba que ele achou ser bem mais do que era.
     E lá estava John, no ápice do silêncio em seu quarto, pensando: “_Por quê meu Deus, por quê fui abençoado com tanta graça?”

domingo, 22 de maio de 2011

Allen da Realidade: Julgamento...

Allen da Realidade: Julgamento...: "Se no mundo nao existisse pessoas que julgam pela cor e pela aparençia, pelo modo de vida, seria um mundo melhor, todos sabem!"

sexta-feira, 13 de maio de 2011

 Uma musiquinha pra ouvir enquanto leem os posts ;]
Tava com preguiça de postar, mas vamo lá, vo escrever aqui uma história que escrevi à algum tempo.

  Jack era um cara estiloso, bonito do seu jeito, tinha boa personalidade, era quieto mas sabia se comunicar, tudo que ele pretendia passar pra alguem em uma conversa, seus profundos olhos azuis conseguiam passar.
  Mas depois que ele viu Jeena, seus piores demonios pareceram se remoer dentro dele, era um desejo carnal, uma coisa meio "monstros miticos á espera de sua presa na calada da noite para devora-la."
  Só que o desejo de Jack, era pro lado sexual mais selvagem. Porém existiam alguns obstaculos: Jeena não era nem um pouco o tipo de garota que gostava de garotos esquisitos que nem Jack, era uma garota popular, na flor da idade, com seu corpo condizendo com sua idade, 19, um par de olhos e um sorriso que foram projetados para o pecado.
  E com o passar do tempo o desejo de Jack foi crescendo mas até agora ele nao disse palavra, e ela nem tampouco sabia de sua existencia, ela queria um futuro com dinheiro que viesse facil de um marido rico e bonito, tentava de tudo para que isso acontecesse, se achava muito esperta, mas nao via que planos de vida como esse, na maioria das vezes nao passavam de ilusao, e ela nao sabia disso, apesar de tudo, ela ainda era uma menina ingenua. E Jack sabia disso, porem nao sabia como se aproximar de Jeena.
  Até que um dia, se encontraram dentro de um metro, ela indo para mais umas daquelas festas de fraternidades de faculdades americanas, e ele estava indo para um congresso de leitores de Dan Brown, ou seja, nada aver um com o outro, mas finalmente Jack pôde usar seu maior trunfo: Seus comunicativos olhos azuis. Jeena se sentiu hipnotizada, pensando como nao tinha reparado em Jack antes, os dois trocaram mais algumas palavras sobre dança, jack usou seu poder de dedução que nem sabia que tinha, mas na maior parte do tempo só ouvia Jeena falar. Alguns minutos se passaram, a viagem de ambos era longa, e finalmente Jeena sentiu a mesma coisa que Jack, e um inevitavel beijo aconteceu, um beijo com bastante desejo, nem Jack mesmo sabia que beijava tao bem, -O melhor beijo da minha da vida. Pensava enquanto saboreava os molhados labios de Jeena, um beijo daqueles. Porém, o beijo segnificava uma coisa diferente pros dois, para Jeena era apenas um beijo em um cara que possuia os mais lindos olhos azuis que ela vira, mas pra Jack, ora, para Jack significava um degrau acima em seu sentimento por Jeena, significava que ele estava amando de verdade Jeena, e isso geraria problemas, Jack estava prestes a entrar na pior cilada de sua vida.
  Se encontraram mais algumas vezes, a que Jack mais gostara fora quando eles chegaram ao ponto alto do desejo, mas havia um paradoxo, ela estava lá, pronta para fazer sexo, ele, amor. Mas para Jack era o paradoxo mais perfeito do mundo, quando Jeena foi tirando sua roupa, e mostrando seu perfeito corpo branco em tons bronzeados, mas bem pouco, seus cabelos ruivos sobre seus seios, era um corpo que todo homem desejava possuir, se acabar em puro sexo selvagem, e a maioria das mulheres morreria pra ter um corpo daquele, e Jack ja estava anestesiado de excitação, e tambem ja foi tirando sua jaqueta preta de couro, com sua camiseta preta dos "the doors", revelando seu corpo branco, mas firme, firmeza que adquirira em suas aulas de natação à um tempo atras, deitaram-se na cama, Jack com sua cueca preta, e Jeena totalmente nua, por um instante Jack sentiu a sensação de Criatura mítica à espera da presa, mas depois se lembrou que Jeena não era mais sua presa, e sim a mulher de sua vida.
  Naquele momento aquele pequeno quarto do alojamento de Jeena, ficou menor ainda para tanto desejo e prazer, o mais puro que se pode imaginar, boca, orelha, barriga, tudo ali era instrumento concreto de prazer e tesão, Jeena jogou Jack na cama, e sentou em cima dele, ouviu-se um estrondoso grito de dor e prazer, na verdade eles nao distinguiam mais nada, eram um só, durante aquela transa eles foram um só, era a hora deles, era o exorcismo de todos demonios que viviam dentro dos dois, e depois de longas quatro horas, tomaram um banho juntos e Jack foi-se pra casa com um cansaço que parecia que tinha morrido e finalmente encontrado o paraiso.
  E no dia seguinte Jeena liga para Jack, com uma voz triste e embargada de choro dizendo:
 -Voce é tudo que eu preciso, é a melhor coisa que ja me aconteceu, mas nao podemos mais ficar juntos, sentimos coisas diferentes e eu percebi isso, desculpe Jack.-E desliga o telefone.
  Jack nao sabia oque fazer nem oque pensar, estava entorpecido com as palavras que Jeena tinha dito, e num súbito de consciencia, foi correndo para a casa de Jeena e chegando lá, viu-a com o quaterback do time da universidade, e num ato repentino de odio, se jogou em cima dele. Levou tres socos em sua face, um bem em cima de seus notaveis olhos azuis, e seu supercilio sangrando, ele revidara com um chute basico, mas certeiro no peito daquele cara, golpe que aprendera em uma unica aula de taekwondo que fora quando era mais jovem, e Jeena chorou, e muito. Os olhos azuis que ela sentira tanto desejo, se fora, tudo se fora, Jack parecia outra pessoa, saindo da casa de Jeena, com o olho sangrando, e um quaterback desmaiado, tiveram um ultimo dialogo antes de Jack sumir no corredor do andar de Jeena.
 -Jack, me desculpe, eu estava errada, volte pra mim, seja aquele amavel Jack que eu conheci naquele metro.
 -Jeena, jamais serei o mesmo depois das decepções que voce me fez passar, voce tirou oque eu mais valorizava, meus sentimentos e meu autocontrole, voce me ensinou tudo sobre desejo, sobre o amor, e da maneira mais dura me ensinou que realmente nao podemos confiar em ninguem, agora voce me ama, estou por cima, entao é melhor eu partir, nao me procure mais, nao tente falar comigo, me esqueça, porque agora voce viverá o mesmo amor platonico que eu vivi, e terá a mesma decepção que eu, e, eu nao te amo mais.
 E Jack se permitiu a sumir na escuridão, e Jeena nunca mais quis saber de outro alguem, e ninguem nunca mais teve noticias de Jack.


                                                                           Patrick Goulart

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um casal conversa depois de fazer sexo, ele fumando seu ja tradicional dunhill, e ela deitada em seu peito, e os dois começam a conversar:
Ela: Amor, voce pode ter certeza que eu te amo mais que tudo, mas tenho uma curiosidade.
Ele: Amor, a noite de hoje foi maravilhosa, ve lá hein
Ela: Amor, voce me ama mesmo alem de tudo, ou eu sou só um pedaço de carne pra voce, alguem que voce usa pra suas nescessiades sexuais, me responda por favor.
Ele: Mesmo depois de 3 anos de namoro voce tem coragem de me perguntar isso ?
Ela: É que parece que todos os homens pensam isso das mulheres.
Ele: Nao generalize meu amor, na minha opniao, levando voce como exemplo, que é a coisa que eu mais amo no mundo, quando voce sorri, meu mundo para, quando olho em seus lindos olhos castanhos, meu amor, é como se eu ja pudesse morrer, porque o que é de mais lindo eu ja pude presenciar, quando passo minha mao pelo teu corpo, chego a arder em chamas geladas, em calafrios que ninguem conseguiria explicar, e sinceramente meu amor, acho que só um pedaço de carne nao me causaria tanto afeto, carinho e consideração, e pra mim, voce é uma coisa divina, pois, é só em voce que cegamente confio, acredito, e sinto toda confiança em voce, pois pra mim voce é perfeita, e eu relamente te quero, te quero pra sempre.
-A menina sem palavras, se aperta mais contra o corpo de seu namorado e diz, com muita dificuldade, pois o choro foi inevitavel, e as lagrimas ja faziam  parte daquele momento- "Voce, é tudo que eu tenho, e tudo que eu preciso, te machucar nao foi minha intenção,Eu-te-amo-meu-amor."

                                                                                                      Patrick Goulart