sexta-feira, 5 de abril de 2013

Estrada.


Olho pra cima do fundo poço
Prestes a olhar
Para baixo com a corda no pescoço
Não corro mais atrás
Porém a aberta ferida traz
A solidão voluntária
A necessidade sedentária

A certeza soca minha cara
A realidade hoje é eminente
Enquanto sua surdez latente
Me força a ser um canalha

Mas sua voz está confinada em cada veia
Me forçando mesmo que distante
Para que esse tolo não te ame
E o pior defeito é a surdez que me golpeia

Hoje mergulho e fico à deriva
Só esperando um dia ouvir você gritar
Volta! Hoje só você me cativa
E essa sensação não pode contrastar
Como a posição do sol, do mar
Sensação de uma só definição
Que se resume em única palavra ainda
Linda.

E não se esqueça nunca
Que qualquer estrada que tomar
Não importa se hoje faz chuva
Te levará de volta para o lar.

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