Então, tudo se clareou. O mundo se mostra um pouco menos misantropo, menos turvo. Ele ainda guarda o cigarro, no lugar onde dormiam as pinças. Pois é, conseguiram encontrar um lugar onde nenhum ser humano jamais conseguiu realmente estar, e mais impressionante, conseguiram permanecer lá. E pelo que vejo, como mero espectador, permanecerão por um bom tempo. Vieram vinte melhores amigos, e depois quarenta, que se dividiam automaticamente entre alguns colegas. Quarenta e poucos melhores amigos que derivaram desses seres mágicos e interessantes, que constantemente se tranformam, mas parecem sempre permenecer o mesmo. Um cigarro atordoado e indeciso deixou o coitado com uma cara de psicopata retardado, que no final percebeu que era daquele jeito que desejaria ser para sempre, sempre fumando seu cigarro que naquele momento, chegava a ser até delicado.
Hoje tive uma conversa com meu amigo tão querido, que me agradeceu por sempre estar com ele, fumando meu cigarro com cara de um retardado psicopata, e pediu-me que nunca nada recompensará o que fizera por ele. "Muito obrigado, de verdade".-Ele disse.
O fim dessa história, se é que é uma história, eu não sei. Só sei que como mero personagem, irei sobrevivendo, e em alguns momentos vivendo ela, até que as sirenes toquem, ou talvez a temida sétima trompeta.

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